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No mesmo horário em que se conheceram, assim como nos seriados americanos, colocaram um fim numa história parecia que não teria uma temporada final.
Completamente, sem chão. Sim ela faz uso da frase dita por ele dias antes e é assim que ela volta para casa pensando não somente nos dois, mas em tudo que estava envolvido nessa relação até aquele momento; Família, natal, presentes, alianças, fotos, promessas, histórias, planos, brigas, sorrisos.... Chorou como nunca pensou que seria capaz.
Relembrava cada detalhe das frases ditas na semana anterior, é claro, sabia que o fato não fora “resultado apenas daquele resultado”, mas foram nos últimos dias que disseram e ouviram o que estava guardado, trancafiado pela política do bom relacionamento.
O fato de ela ter chego à conclusão de que nascera impar nunca a impediu de ser par, e a única coisa que ela queria naquele momento era expor para a pessoa, aquele que estava a seu lado, sim estava confusa, mas queria uma ajuda, uma mão que a conduzisse neste caminho.
Mas, nossas vidas não são como um seriado americano e quando se diz algo, não espere que leiam as entrelinhas.
Durante a noite uma mensagem a mortificou ainda mais “beijos carinhosos” o que aquilo queria dizer senão: amizade permanece, mas a estória realmente acabou?
Ligações, uma, duas no dia seguintes promessas suspiradas em menos de 24 horas do acontecido.
No segundo dia silencio absoluto, nada de mensagens, nada de ligações um ato impensado, os dedos foram mais rápidos e a fizeram discar aquela seqüência de números que havia sido repetida milhares de vezes anteriormente: “-oi, tudo bem? Estou indo ao shopping comer com um pessoal.”
A frieza com que aquelas palavras foram proferidas, o encontro inevitável que talvez o acaso estivesse preparando fora abortado ao final da ligação.
É de verdade realmente o conto de fadas se desfez o “always and forever” deu espaço ao “eterno enquanto dure”.
Seu bem querer é tão grande que está sofrendo, mas já tratou de colocar na cabeça que assim como fora dito vai ser melhor e principalmente ele já está descobrindo o quão independente da sua “coluna central” ele é, e sempre foi
E dois anos, dois meses, e dois dias depois, eis que a eterna “impar” está de volta com menos brilho, mais marcas, lembranças e dores para serem superadas visto que a outra “metade” desta laranja, a pessoa que a tornara “par” não a libertou da relação e sim (o que havia sido negado inúmeras vezes) se libertou, criou asas e voou.
Joyce Araújo
Escrito por Mulheres no Divã às 06h42
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