Terapia de Batom


Barbie e Betina ou Barbie Betina?

Betina é uma mulher, uma moça, uma menina.

Betina é aquela que tem medo do que ela mesma pode causar.

Sabe dos seus poderes e talvez nem goste de usá-los sempre. Ela estava gostando de ser comum, de ter problemas humanos, de chorar após a briga com o namorado, de sofrer com a cólica menstrual, gostava de tentar descobrir que presentes iriam lhe dar.

Saber o que pensavam a desiludia. Arquitetar o encontro e a briga não era mais legal. Ela definitivamente não queria mais aquele poder. Não queria visões, não queria não sentir nada.

Ela queria ter uma data de nascimento, queria ter um animal de estimação, queria ir ao médico apenas para ele dizer que sua pressão estava normal.

Betina queria se esconder porque estava cansada de quebrar carros, de ter uma força sobre humana e de capturar sentimentos e pessoas que nem sempre lhe pertenciam.

Ela ficava cansada só de pensar em montar aquela casinha perfeita onde tudo tinha seu lugar.

Ao afundá-la na água da banheira rosa, seu cabelo não era mais o mesmo, na verdade nem aquilo era um cabelo e mesmo o cortando, até que aquele novo visual a atraiu. Quando olhou para o lado, o Ken estava com a Suzy e ela não era mais a boneca preferida.

Bem vinda ao mundo real!

Agora nem o nome ela tinha mais, era novamente apenas uma Barbie.

Uma Barbie mais velha, uma Barbie que provavelmente seria doada na próxima limpa do quarto de Betina.

E assim muitas Betinas cresceram ao perceber que até as Barbies queriam ser humanas, até as fadas queriam parar de voar e até ela não queria mais brincar de boneca.

Rebecca Araujo

Toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou no coração...

Xote das Meninas (Zé Dantas, Luiz Gonzaga) 



Escrito por Mulheres no Divã às 07h28
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

 

Quando é amor?

 

Marina ouviu a notícia hoje pela manhã e algo ecoou mais do que um simples pedido de ajuda ou de requerimento de um ombro amigo.Ela novamente se via frente ao espelho.Na verdade parecia que alguém voltava e esfregava em sua cara o sentimento de incerteza que vivia.Não podia dizer que era infeliz, porque de fato ninguém é obrigado a ficar com quem não se queira e muito menos quando nunca para isso fora obrigada.Poderia sim estar “acorrentada” simbolicamente, mas de fato ele nunca a ameaçara tampouco a cobrou por seus sentimentos.

Marina pensou por tantas vezes que ser altruísta naquele momento não lhe favorecia, ao contrário dava munição ao oponente, que não parecia duelar, mas sim era companheiro de jogo.Ela sabia que ser egoísta naquele momento não seria algo ruim, ao menos não para ela.Abdicar da sua escolha? Ela não sabia, pois de fato não estava tão certa do que viria escolher. Ficar com ele ou sem ele? O que iria doer mais?

A saudade do que passou ou saudade do que viria?Nem ela sabia, mas saber simplesmente que um dia ele a esqueceria era temeroso.E se outros lábios colassem no dele que não os dela?Nem queria pensar.Mas de fato algo incomodava, como saber se de fato que o amava?Sabia que não podia mensurar e diziam-na que ela saberia quando fosse amor, mas nunca lhe disseram que saberia quando já não fosse mais.

Camila Bombonato

 



Escrito por Mulheres no Divã às 05h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Alice em corpo de gato
 Devaneios
 Olhar da Becca
 Terapia de Batom (Comunidade no Orkut)