E que todos percam o fôlego...

Assistindo à Hitch O Conselheiro Amoroso constatei que de fato não existem princípios básicos para o amor.
Tudo sempre sai errado em um encontro, ou porque sua expectativa está acima da média (o que é muito comum) ou porque nos esquecemos que a vida não é um filme com falas ensaiadas e com um tempo exato para terminar.
Normalmente ficaremos com alface no dente ou sem fala após uma pergunta. Pode ser que a gente tropece ao tentar andar de uma maneira diferente e sempre a música do primeiro beijo (se houver) será uma que nada tem a ver com o momento.
Normalmente vamos encontrar a pessoa de nossa vida (se é que isto existe) quando estivermos desarrumadas, com bafo de cebola ou no momento inapropriado.
A verdade é que o amor não tem regras.
Confesso que há um charme naqueles joguinhos dos sexos envolvido no início de qualquer relacionamento. Mas nada que dure sempre...
Normalmente após esse “tempo” inicial acabamos demonstrando quem somos, nossos medos, carências e conseqüentemente nossas qualidades.
E só assim podemos identificar aquela pessoa que nos fará feliz.
Aquela que nos irrita e nos diverte com seus defeitos, aquela que aperta a pasta de dente no meio, mas que tem um sorriso que talvez nem viajando o mundo inteiro ou indo à associações de dentistas você encontre.
Conselheiros existem aos montes, mas apenas você poderá reconhecer quem te fará bem, aquela pessoa IDEAL, e pode acreditar que esta não chegará no cavalo branco e nem com um ramalhete de flores no primeiro encontro.
Mas será alguém que como diz o filme conseguirá tirar seu fôlego.
Cá entre nós, bem melhor ser a Fiona do que a Bela Adormecida. Bem melhor ser a Emília que a Narizinho.
Bem melhor assumir que se é humano.
Rebecca Araujo

Escrito por Mulheres no Divã às 12h24
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